Abidoral estreou nos palcos nos anos 70, no auge dos Festivais da Canção Regional, ganhando por três vezes o prêmio do concurso. O artista fez parte de outros festivais nacionais e teve participação no conjunto de movimentos artístico-culturais, em especial do Movimento de Contracultura, que eclodia em todo o país, no qual alguns jovens buscaram uma nova lógica artística baseada em rupturas e descontinuidades, assentadas no esforço de mover as fronteiras e aproximar o regional do universal, a música erudita e popular, hibridizando distintos elementos, sempre em busca da construção de uma ou algumas identidades musicais brasileiras. Característica que continua fazendo parte das músicas de Abidoral.
Ao longo da carreira, seu trabalho foi reconhecido por grandes nomes da música brasileira como Chico César, Lenine, Zeca Baleiro, Cássia Eller e Nelson Motta.
Abidoral possui em sua discografia quatro álbuns antológicos gravados e que se tornaram símbolos da cultura regional: “Avallon” (1986), “O Peixe” (1998), “Bárbara” (2008) e "Abidoral Jamacaru" (2018), além de um disco coletivo em homenagem a ele, produzido por Eugênio Leandro: "Dádiva - Amigos e Canções de Abidoral Jamacaru".
Abidoral Jamacaru circulou pelo País na década de 70 (Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Piauí, Distrito Federal), na década de 80 (Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais) e todos os shows que se sucederam foram realizados no Ceará e na Paraíba. Suas canções já foram objeto de estudo de trabalhos acadêmicos, em especial, da URCA e da UFCA).
Aos 77 anos, Abidoral Jamacaru
Aos 10 anos de idade, Pachelly Jamacaru, poeta, compositor, videomaker, fotógrafo, pesquisador, começou a tocar violão. Com 11 já compunha sua primeira música. O artista da região do Cariri foi integrante do Grupo Nessa-Hora, tocando sopro e percussão. Sua carreira toma impulso a partir dos anos 70.
Em 1978 venceu o Festival Regional da Canção no Cariri, com a música "Não haverá mais um dia". Esta mesma canção está presente no disco "Massafeira", que reuniu músicos, cantores e artistas do Ceará, registrando o grande evento realizado no Theatro José de Alencar, em 1979. O disco foi lançado nacionalmente em 1980 e se tornou um clássico, referência para gerações vindouras.
Entre os discos de Pachelly Jamacaru estão "Balaios da Vida" (1995), "Com a Palavra, as Músicas" (2000) e "Cria Minha" (2010).
Pachelly ocupa a cadeira 22 da secção de Artes e Ofícios do Instituto Cultural do Cariri, cujo patrono é Joaquim da Cruz Neves, o compositor da música do Hino do Crato. É também flautista e compôs trilha sonora para documentários.
Participou como flautista no LP “Ednardo” e se apresentou com a Banda cabaçal dos Irmãos Aniceto, no Theatro José de Alencar, por ocasião do Encontro Brasileiro para o Progresso da Ciência. Foi aluno de Izaíra Silvino em curso de composição musical e MPB. Dirigiu clipes para diversas de suas próprias canções. Participou de inúmeras exposições de fotografia, tendo sido premiado com fotos e vídeos.
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