Opinião
Por Dalwton Moura
A inauguração da nova sede da Escola de Música de Fortaleza é uma vitória importante. Vitória da luta dos músicos e do público de Fortaleza, que por décadas batalharam por isso.
Vem com bastante atraso. E em período pré-eleitoral. Mas não pode eclipsar a necessidade de a Prefeitura de Fortaleza responder enfim as 30 propostas e reivindicações que aguardam manifestações do Município, desde julho de 2023. O Governo do Estado responder 23 reivindicações e propostas, que aguardam desde a mesma data.
A reunião do campo da cultura com o governador, prometida desde dezembro de 2022, também não aconteceu. Mas empresários são recebidos frequentemente, inclusive apoiadores do golpe de 2016, do 8 de janeiro e da necropolitica que ceifou tantas vidas na pandemia. Uma incomensurável contradição!
Também é preciso lembrar o vexame da programação de 300 anos da cidade, que não traduziu a riqueza de nossa cena, e a forma autoritária e pouco sensível como foi tratada a comunidade da Escola de Música quando do início da atual gestão, realidade denunciada pelo Sindimuce então. Incompatível com práticas de uma gestão que lutamos para eleger e que se quer progressista e popular.
Além da situação de desalento, desesperança de muitos músicos e músicas e de grande falta de conexão, enorme distância entre as escolhas de política cultural que vêm sendo feitas há tanto tempo e a realidade mais que desafiadora vivenciada na ponta por nossos artistas, enfrentando em grande parte um intenso apagamento. Que haja reflexão e mudanças!
Nossa música precisa de mais.
Nossa música pede mais
Nossa música pode mais
Viva Cristiano Pinho!
Vivam a música e os músicos do Ceará
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