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Jovem e já aclamado por gigantes da música, Lucas Arruda adianta aguardado disco de estreia, em audição comentada nesta quinta, 27/8, na Hi Five Discos, em Fortaleza

 



Jovem e já aclamado por gigantes da música, como Toninho Horta, Pedro Martins, Thiago Almeida e Michael Pipoquinha, o multi-instrumentista, cantor, compositor, arranjador, pesquisador musical Lucas Arruda promove nesta quinta-feira, 27/8, na Hi Five Discos, em Fortaleza, a primeira audição de seu aguardado disco, "Do Acaso Viemos". Na ocasião o público poderá conferir comentários do próprio artista sobre as faixas do disco, seu álbum de estréia, ansiosamente aguardado e precedido de posts sobre grandes convidados que participaram das gravações.


Lucas Arruda é um dos mais destacados nomes da nova geração da música cearense e desenvolve um trabalho autoral que parte da tradição da música brasileira para construir uma linguagem própria, incluindo influências de MPB, jazz, rock, ritmos nordestinos, entre outros. Cantor, compositor e multi-instrumentista, já dividiu experiências musicais com artistas como Pedro Martins, Thiago Almeida e François Muleka, além de ter participado do Festival Choro Jazz de Jericoacoara a convite de Toninho Horta.


Em “Do Acaso Viemos”, essas experiências aparecem reunidas em um repertório que percorre diferentes caminhos da música brasileira. O álbum conta com participações de Guinga, Toninho Horta e Michael Pipoquinha. Guinga definiu Lucas como “grande compositor e dos mais interessantes cantores da nova safra da música popular brasileira”.

A proposta do encontro na Hi Five é justamente apresentar o disco de uma maneira mais próxima: ouvir o álbum e conversar sobre as canções, suas histórias, referências, processos de composição e gravação, aproximando público e artista em torno desse primeiro trabalho.

Mais sobre Lucas Arruda

Lucas Arruda é cantor, compositor e instrumentista cearense, reconhecido por sua sonoridade que transita entre a MPB, o soul, o jazz e a música brasileira contemporânea. Com uma carreira marcada por composições sofisticadas, arranjos refinados e forte identidade artística, lança álbum que promete repercutir e consolidar-se como um dos nomes mais criativos de sua geração. Sua música dialoga com a tradição brasileira ao mesmo tempo em que incorpora influências internacionais, criando uma linguagem autoral sensível e inovadora.

Mais sobre o novo disco

"Lucas Arruda, e mais ervas sagradas" 

 Mulheres cantam ladainhas, na batida da roupa nas pedras, à beira do Rio Acarau…

Lucas Arruda estará lá.

No Riacho das lavadeiras, o vento assobia melodias caboclas…

Lucas Arruda estará lá.

Estará, no futuro do presente, pois a música de Lucas Arruda é o futuro, o presente e todos os pretéritos da música brasileira.

Este jovem cantautor carrega ancestralidade e subjetividade da cultura dos cordéis, dos trovadores, dos menestréis, das cantigas sacras e profanas do Brasil profundo, somada à mais vanguarda visão da poesia agora, declamada com drives de rock metal, linada às novas comunicações e linguagens da internet e do mundo global.
Em suas canções, está o futuro ancestral de que tanto fala Ailton Krenak.

Nascido em Fortaleza, Lucas Arruda cria linguagens ao tão visitado violão ibérico, com harmonias áridas e dissonantes, doces e diminutas melodias, na infinita polirritmia criativa, em que o compositor transita.


A chegada do músico Lucas Arruda é recente. Musico completo, acompanhou também nomes relevantes da nova cena musical, como Pedro Martins, Thiago Almeida e François Muleka. Vivencias percebidas em suas composições.

Esteve no palco do Festival Choro Jazz, em Jericoacoara, a convite do consagrado Toninho Horta, que faz participação especial na atualíssima “Amor de Instagram”, parceria com André Victor Rodrigues, em que expressões do vocabulário dos gamers, como nerfar, não reduzem a beleza da mensagem.


“Ele Homem” e “Chão quando convém” recebem a voz e a força artística de Guinga, que aponta Arruda como “grande compositor e dos mais interessantes cantores da nova safra da MPB”. Lucas destaca Guinga como sua maior referência musical.


O tempero cigano de “Pajé” tem o sincretismo do flamenco, tambores afro e cabaçais flautas indígenas, saltadas melodias. E na letra um trava-língua de um debochado pedido para que seu pai não roube seu cânhamo.
Pai este, também músico e orientador de Lucas, facilitando acesso aos mais diversos instrumentos desde a infância.


“Seu Coti e a dama sem piedade” fala de seu avô, em eterna dança com suas lembranças.
“Escassez (Labuta)” mostra a persistência e resiliência, quando versos gritam “É sair de casa, só com o almoço…”.


“Aguei demais” é rio doce. E a faixa título do álbum, “Do acaso viemos”, subverte a ordem estética do repertório e surpreende com o artista performando ao piano Rhodes e ao violão, criando assim o momento maracatu rock progressivo.

É nordeste em caminhada, mesmo “Torto”, faixa que Lucas divide com o conterrâneo e conhecido desde a infância, Michael Pipoquinha, onde se entendem musicais, humanos e cafuzos.

Encadeamentos deslocados colocam “Pedaço de mim” na trilha das milongas e boleros ao sul, que também ecoam na apaixonante “Lia”. A faixa instrumental é “Escadaria infinita”, que o título já explica. Mas não define o múltiplo artista.


Este álbum de estréia é necessário à brasilidade, pelo volume de composições de Lucas, em que as melodias ganham fonemas livres que soam como a pura linguagem ancestral da música.

A língua música é sensorial e verdadeiro Esperanto, acessível e presente nas introduções e cantos, contracantos. Emana dos poros, reverbera os cristais da voz do cantor.

Dedilha afiado e percussivo seu harmônico violão.
Declama amores, serestas e descreve lutas solitárias.
Cria imagens alucinadas, nos incríveis poemas em romaria.
Manipula caminhos como conhecedor das ervas sagradas da cura.

Acende velas e seduz amores que hipnotizam ao som desta pedra fundamental do amanhã. Onde Lucas Arruda estará?
Dois cegos repentistas alternam versos de desafio ao som do coco batido ao pandeiro, numa feira de rua…

Lucas Arruda estará lá.

Na Praia do Futuro, jovens eufóricos dançam Piseiro e Forró Eletrônico…

Lucas Arruda estará lá.


Serviço:

Audição comentada — Álbum “Do Acaso Viemos”, de Lucas Arruda. Audição do disco, comentários pelo artista e diálogo com os/as participantes.

Quinta-feira, 27/8, às 19h.

Na Hi Five Discos (Vila Bachá, 5, Aldeota, Fortaleza-CE).

Entrada franca.






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