Uirá, jovem pianista cearense, apresenta domingo, 23/8, às 17h30, no Cantinho do Frango, estudos de jazz: em cena, um artista em formação

 




Na estreia do projeto “O Novo Sempre Vem", do Cantinho do Frango, o pianista Uirá apresenta no domingo, 23/8, às 17h30, seu recital com releituras no formato piano jazz para clássicos do jazz, da MPB e temas eruditos.

Uirá Carvalho de Oliveira, de 21 anos, é a atração da apresentação, de 90 minutos de duração. O espetáculo faz parte do projeto “Estudo de Jazz: o Jovem Piano de Uirá”, em que o jovem pianista pretende apresentar em praças e espaços públicos de Fortaleza clássicos do jazz, temas consagrados que tiveram importantes registros e interpretações ao longo do século XX.

Dentre as peças apresentadas, “Round Midnight” (1959), de Thelounios Monk, “Autumn Leaves” (1946), de József Kosma, “Chega de Saudade” (1958), de Tom Jobim, “Fly me to the Moon” (1954), de Bart Howard, “Nature Boy” (1948), de Eden Ahbez, todas gravadas por grandes nomes como Frank Sinatra, Sarah Vaughan, Djavan, Nat King Cole, Miles Davis, Tony Bennett, Ella Fitzgerald, Chick Corea, John Coltrane, Caetano Veloso, Edith Piaf, Tom Jobim...

São composições reconhecidas como uma parte importante do repertório dos músicos de jazz, que, ao longo dos últimos 100 anos, foram amplamente tocadas nesse nicho ao redor do mundo. De certo modo, trata-se de temas que são consideradas padrões da linguagem jazz e que permitem aos intérpretes afirmar sua personalidade, seu estilo próprio, ao apresentar do seu modo aquelas composições que já foram apresentadas por infindáveis outros artistas, cada qual ao seu estilo.

Durante o recital, o jovem pianista apresenta também algumas peças da música popular brasileira, destacando composições de Ednardo, Belchior, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Milton Nascimento, Gilberto Gil, dentre outros. O artista ainda apresenta temas eruditos e trilhas sonoras de filmes de animação, que recebem novas formas de apresentação a partir da influência que recebem da linguagem do jazz.

A partir desse universo sonoro, o artista vem se apresentando em bistrôs, restaurantes e centros culturais de Fortaleza e outras cidades do Ceará. O recital apresenta ao público um cancioneiro consagrado e um artista em formação, compartilhando o processo de construção de sua personalidade artística.

Esse recital é um momento de compartilhar com o público a identidade crua de um jovem rapaz em processo de definição de sua personalidade artística, ao passo que destila, ao seu modo, composições que já foram interpretadas por seus colegas, seus professores e por grandes mestres da música.


Histórico do artista

Uirá é um jovem artista de 21 anos. Nasceu em Fortaleza, numa família de artistas e educadores (mãe atriz e professora, pai músico, produtor e professor). Cresceu no bairro do Benfica, acompanhando os pais nas produções cênicas e musicais, pelos quatro cantos da cidade. Familiarizou-se com os bastidores do teatro, com as passagens de som, shows, entrevistas e turnês, por ver e acompanhar os pais no trabalho. Morando em casas com muitos discos, vários artistas de passagem e sempre cheias de instrumentos musicais, o menino começou a se entusiasmar por tocar piano, violão e trombone. Aos 13 anos, começou a tomar aulas particulares de piano e de violão com dois professores/artistas amigos dos pais, que trocavam as aulas por serviços de produção e elaboração de projetos.


Essa colaboração marcou o início da carreira do menino Uirá, que rapidamente começou a demonstrar que o piano era seu primeiro instrumento. Com 15 anos, seu pai começou a levá-lo para tocar piano de cauda numa loja de pianos no bairro da Aldeota, como clientes que experimentam os instrumentos. A ideia era apenas o garoto sentir o toque nas teclas e o som dos pianos profissionais).

Um dia, a dona da loja – que sempre admirava o menino enquanto ele passeava pelos pianos do salão – chegou no pai do jovem músico e ofereceu uma bolsa de estudos para ele tomar aulas no Instituto Vienna, ligado à loja. Aquele convite mudou tudo! E a partir do sábado seguinte o menino começou a ter aulas semanais com o professor e grande pianista Tito Freitas, que muito influenciou o Uirá nas escolhas de repertório e no estudo de técnica para piano.

Em algumas semanas, a mãe do Uirá, que trabalha na Universidade Federal do Ceará, conseguiu outra bolsa de estudos, dessa vez no Conservatório Alberto Nepomuceno, e ali ele também iniciou seus estudos semanais em teoria musical.

Ambas as formações se complementam como preciosos dispositivos para a formação do artista que Uirá vem se tornando, além das práticas musicais em casa (média de 6 horas de estudo todos os dias) e das apresentações que o menino vem fazendo nas casas de amigos, restaurantes e, mais recentemente, em praças da cidade.


Caminho para a profissionalização

Em 2026, aos 21 anos, Uirá cursa Bacharelado em Piano na Uece – Universidade Estadual do Ceará e desenvolve um estudo sobre piano solo na música brasileira e as influências do jazz. A partir desse universo sonoro, o artista tem se apresentado em bistrôs, restaurantes, festivais e centros culturais de Fortaleza e outras cidades do Ceará.

Tem experimentado diferentes formações instrumentais e repertórios variados, ao se integrar a Banda de Base da Uece, a Orquestra Sinfônica da Uece e a Orquestra Sinfônica Jovem Tons da Esperança, além de diversos projetos musicais independentes.

Uirá concluiu o terceiro ano do Ensino Médio na Escola Estadual Adauto Bezerra, onde foi representante de turma, monitor de matemática (ministra aulas de reforço com o conteúdo da disciplina) e bolsista da coordenação pedagógica (realiza busca ativa dos estudantes que não estão frequentando as aulas durante a pandemia).

Atualmente, é assistente co-repetidor da turma de Canto Popular da Escola Púbica de Música da Vila das Artes. Também trabalha como assistente de educação do Programa Integração, uma iniciativa da Universidade Estadual do Ceará em parceria com a Secretaria Municipal da Educação de Fortaleza, que promove o desenvolvimento integral de estudantes do 6o ao 9o ano da rede pública municipal em um ambiente de conhecimento, inovação e cidadania.

Uirá também é idealizador da Oficina Desdobre e Dobre de Origami, que desde 2015 ensina crianças, adolescentes, jovens e adultos a fazerem dobraduras com pequenos pedaços de papel. Já realizou sua oficina Desdobre e Dobre em diversos formatos e em vários festivais e espaços culturais de Fortaleza, como Festival Maloca Dragão, Caixa Cultural, Biblioteca Estadual do Ceará, Estação das Artes e Bienal do Livro do Ceará.

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