O trabalho reúne quatro faixas autorais — “Vida”, “Luz”, “Sós” e “Brilho” — e marca novo ciclo do artista no pop/rock
Após apresentar ao público o single “Vida”, o compositor, cineasta e escritor cearense Duarte Dias anuncia o lançamento do EP “Alfa”, previsto para 16 de janeiro de 2026 (sexta-feira), em todas as plataformas de streaming. O trabalho reúne quatro canções autorais — “Vida”, “Luz”, “Sós” e “Brilho” — e inaugura o primeiro movimento de uma trilogia de EPs concebida como um percurso artístico em três atos.
Reconhecido por sua atuação no cenário cultural do Ceará, Duarte transita entre criação artística e gestão pública da cultura. É Assessor de Gestão Cultural e Artística do Instituto Dragão do Mar e Programador e Curador de Cinema do Cineteatro São Luiz, onde coordena ações de formação, difusão e memória audiovisual e musical. Também é idealizador dos podcasts Sons do Ceará e Perfil de Cinema, veiculados pela Rádio Universitária FM 107,9. Graduado em Artes Visuais (UECE) e mestrando em Artes pelo IFCE, desenvolve pesquisa voltada aos processos de criação e às relações entre arte, memória e ancestralidade.
“Alfa”: luz, pulsação e emoção concentrada
Com “Alfa”, Duarte Dias inaugura um novo ciclo autoral em formato de EP, investindo numa linguagem mais direta e concentrada do que a apresentada em Jardim do Invento (2019). Se o álbum de estreia se organizava como um “jardim” de referências e atmosferas diversas, o novo trabalho assume um recorte que privilegia pulsação, melodia e escrita imagética, voltadas à emoção e à reflexão.
Ainda que cada faixa possua identidade própria, o EP se organiza em torno de um eixo comum: a tensão entre energia e delicadeza, entre o que ilumina e o que fere, entre afirmação e melancolia. A luz surge como metáfora recorrente — luz que vibra, que se despede, que seduz, que queima — costurando as quatro canções como fragmentos de uma mesma unidade simbólica.
Faixa a faixa
A faixa de abertura, “Vida”, já apresentada ao público, nasceu como homenagem ao músico e arte-educador Carlinhos Perdigão, amigo de longa data de Duarte e coautor, ao lado do artista e de outros escritores, do livro Arte em Estado Crônico (Sarau das Letras, 2020). Musicalmente, a canção se sustenta em um rock direto e pulsante, com refrão afirmativo que transforma luto, afeto e memória em celebração da vitalidade.
Na sequência, “Luz” assume o tom de uma balada do adeus: uma canção de melancolia luminosa que fala do espaço silencioso entre o fim de uma relação e o afeto que permanece, reconhecendo que amar também pode significar deixar o outro seguir.
“Sós” desloca o EP para um território mais dramático e ambíguo. A letra constrói cenas de forte imagética, tensionando presença e encenação, desejo e vazio, e culmina em um refrão existencial que nomeia a solidão como dado incontornável da experiência humana.
Encerrando o repertório, “Brilho” intensifica o caráter febril do conjunto. O eu lírico oscila entre lucidez e vertigem, como se o fascínio pelo outro fosse simultaneamente farol e abismo. Aqui, o “brilho” é desejo em estado bruto, e a luz reaparece como força que mantém o sujeito alerta em meio a metáforas por vezes surreais.
Sonoridade e parcerias
Os arranjos de “Alfa” são assinados pelo maestro cearense Carlinhos Crisóstomo, que também atua como instrumentista ao lado de músicos convidados, como Misael Silva, Rafainy Carneiro e Rodrigo Santos, entre outros.
“É um trabalho em que busco uma abordagem mais direta e emocional, focando no universo do pop/rock, em contraste com a diversidade de caminhos sonoros e poéticos que propus em Jardim do Invento”, resume Duarte.
Uma trilogia em três movimentos
“Alfa” inaugura uma trilogia formada por três EPs — Alfa, Beta e Gama —, cada um com quatro faixas, formando ao final um ciclo de 12 canções. Com concepção e direção visual assinadas pelo próprio Duarte Dias, o projeto adota uma identidade baseada em cores primárias, associadas a estados poéticos e emocionais.
Na trilogia, Alfa (amarelo) inaugura o ciclo como luz e abertura; Beta (azul) aprofunda a travessia e o deslocamento; e Gama (vermelho) encerra o percurso em matéria viva e intensidade. Os EPs funcionam como obras autônomas, mas conectadas por uma mesma arquitetura simbólica, reforçando a proposta de uma experiência multimídia que articula música, palavra e artes visuais.
Criações paralelas
Paralelamente à trilogia, Duarte prepara para 2026 o lançamento de um álbum musical e de um livro de contos decorrentes de seu mestrado em Artes no IFCE, desenvolvidos sob o título Ressonâncias de Origem: uma autoetnografia musical e literária das heranças afro-indígenas e europeias. Diferente da vertente pop/rock dos EPs, esse projeto mergulha na ancestralidade do artista, investigando memória, pertencimento e identidade.
SERVIÇO
EP “Alfa” — Duarte Dias
Lançamento: 16 de janeiro de 2026 (sexta-feira)
Faixas: “Vida”, “Luz”, “Sós”, “Brilho”
Disponível em: Spotify, Apple Music, Deezer e demais plataformas digitais
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