Paulo Façanha, cantor, compositor, violonista, está celebrando 40 anos de carreira, como um dos nomes mais aplaudidos da música do Ceará para o Brasil. Com direito a muitas parcerias, a um público que se mantém fiel e ao mesmo tempo se renova, com uma musicalidade cheia de suingue, harmonia, melodia, em uma comunicação direta com cada ouvinte, em uma relação de empatia e cumplicidade.
Desde meados dos anos 1980, Paulinho Façanha é ao mesmo tempo espectador e protagonista de vários momentos na cena musical da capital cearense, desde as primeiras apresentações em bares, casas noturnas, espaços de shows, até a afirmação da geração que dos anos 80 para os 90 se firmou com ele e com colegas como Davi Duarte, Isaac Cândido, Kátia Freitas, Edmar Gonçalves, Marcus Caffé, Serrão de Castro, Luciano Robot, Aparecida Silvino, Késia, Lily Alcalay, Rogério Franco, Gilmar Nunes, Evaristo Filho, Lupe Duailibe, Marta Aurélia, entre inúmeros outros.
Paulo iniciou sua trajetória profissional já aos 17 anos, em espaços da noite de Fortaleza, e desde cedo participou também de festivais como o de Camocim, nos anos 1980, e o da Universidade Federal do Ceará, nos anos 1990, quando foi premiado com a canção “Calabouço”, dele e de Beto Paiva, seu grande parceiro, mais tarde gravada no disco de estreia de Paulo, “Parto”.
Paulo também brilhou no Festival MPB de Tatuí-SP, no Conservatório Carlos Campos, quando, na década de 2010, foi premiado por sua interpretação da música “Presságio”, de Luciano Franco e Dalwton Moura. Dalwton também parceiro, ao lado de Gilmar Nunes, em outro dos grandes sucessos de Paulo, “Tantos versos”, música que recebeu diversas gravações e que em breve será lançada nacionalmente, em nova versão.
Outra parceria com Beto Paiva, “Quando a noite chegar”, foi gravada por Jorge Vercillo e se tornou sucesso nacional, tocando em rádio até hoje e contribuindo para que novos públicos tenham tido acesso à obra de Paulo Façanha, tanto como compositor quanto como intérprete. Paulo também gravou juntamente com Vercillo e com o mestre Adelson Viana a música “Apesar de cigano”, de Altay Veloso, no DVD produzido por Jorge no Theatro José de Alencar.
Paulo também marcou época na Praia de Iracema dos anos 90 e 2000, com as inesquecíveis noites de segunda-feira no Cais Bar, em que promovia o “Canjão do Façanha”, recebendo inúmeros convidados para dividir o palco, em atmosfera de amizade, congraçamento e informalidade, características que se mantêm até hoje, na predileção pela coletividade, por reunir os colegas músicos e músicas, promovendo grandes encontros.
Foi assim nos shows de grande porte, em espaços como o Iate Clube, nas memoráveis edições do “Natal do Maior Abandonado”, em Fortaleza, e em tantas outras ocasiões. É sempre cercado pelos amigos, colegas e ouvintes que Paulo Façanha gosta de construir sua vida e sua arte. Sempre com um sorriso aberto a todos e a cada um, cada uma.
Mais sobre Carlinhos Patriolino
Filho do chorão Carlos Patriolino e de dona Teresinha Damasceno de Albuquerque, Carlinhos, nascido em Sobral, é multi-instrumentista autodidata, compositor e arranjador com carreira internacional. Desde jovem, dominou diversos instrumentos de corda, destacando-se no bandolim. Com álbuns como “Rabisco” e “Sambopeando” (prêmio de Melhor CD Instrumental em 2007), e uma turnê europeia com “Vivências”, Carlinhos é renomado por sua musicalidade única.
Reconhecido por suas colaborações com grandes nomes da MPB e trilhas sonoras para filmes e novelas, tem no novo show um repertório autoral de choro, samba e bossa nova.
Começou a tocar por influência do pai, aos seis anos, quando presenteado com um violão. Aos 13, já dominava quatro instrumentos de cordas (violão, bandolim, cavaco e guitarra), destacando-se como um exímio solista. Autodidata e de talentos múltiplos, é hoje um dos principais nomes da música instrumental brasileira.
Sua carreira é marcada por grandes apresentações. Tocou e gravou ao lado de vários cantores e instrumentistas consagrados da MPB como Emílio Santiago, Wilson Simonal, Altamiro Carrilho, Belchior, Paulinho Moska, Sivuca, Sandra de Sá, Ednardo, Fausto Nilo, Zélia Duncan, Chico César, Alcione, Amelinha, Orlando Morais e Paulo Moura, entre outros.
Cita como as principais influências musicais Pat Metheny, Jaco Pastorius, Pixinguinha, Macaúba do Bandolim, Joe Pass e Marcio Resende.
Talentoso e versátil, reconhecido pela crítica por sua musicalidade ímpar, Carlinhos Patriolino vem se dedicando ao trabalho autoral, em que passeia por gêneros e ritmos com destreza e muita personalidade. Sua virtuose pode ser conferida em seus trabalhos autorais, como “Rabisco”, “Sambopeando” e "Vivências", este em parceria com o pianista João Braga.
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