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Em encontro memorável, Mona Gadelha abriu as comemorações de 30 anos de seu primeiro disco, recebendo Francisco Casaverde e outros grandes convidados

 


Mona Gadelha cantando "Acreditar" e "Frenesi" ao lado de Francisco Casaverde no piano, diretor musical do disco que está celebrando 30 anos. E de Edmundo Jr. no contrabaixo, Mimi Rocha na guitarra, o jovem Gabriel Veras na guitarra, entre outros convidados. Assim foi a noite de domingo, 18/1, no Cantinho do Frango, recanto musical de Fortaleza, em um reencontro histórico, marcando o início das comemorações pelas três décadas do álbum, marcante para a música do Ceará para o Brasil.

O álbum ganhará uma reedição e o aniversário contará com diversas ações ao longo do ano, adiantou Mona Gadelha, no palco do Cantinho, sob o olhar atento de sua produtora, Maira Sales, registrando em vídeo o show marcado por uma visão ampla do repertório de Mona e pelos encontros, na transversal do tempo. Como a presença de Ney Vasconcelos, outro nome histórico da música do Ceará, participando do show no belo e intenso blues "Drops de ilusão", de Romeu Duarte e Assis Ximenes, também presentes na plateia, assim como Ricardo Bacelar, integrante, com Mona, do grupo Emoções Perigosas, que chegou a fazer um show em Recife, contando com os saudosos Luizinho Duarte e Cristiano Pinho, lembrou Mona. 




"Tem uma brincadeira que o Edmundo costuma lembrar. Uma pessoa de lá comentou: 'Eles nem são tão perigosos assim'", compartilhou Mona. "Me emociono muito em cantar (a inédita 'Drops de ilusão') na presença dos autores e com Mimi e Ney", ressaltou, agradecendo também ao Cantinho por abrir espaço para a música do Ceará e para uma compositora, mulher, uma cantora que canta o que compõe.

Ney Vasconcelos no contrabaixo, ao lado de Gabriel, Mona e Mimi

O show foi aberto com a introspectiva "Do outro lado da cidade", composição dela, resgatada de uma fita K7 de um show realizado em 1979 no Teatro Encetur, atual Teatro Carlos Câmara, de vida tão difícil na última década, diante dos limites da política cultural do Estado. "Fortaleza ou nada" foi a próxima canção, uma parceria de Mona e Rômulo Fróes, apresentada como "uma canção pra Fortaleza, nos seus 300 anos". 

Momento então de Francisco Casaverde ser convidado ao palco. "Ele foi o diretor musical do meu disco, há 30 anos. É um amigo desde os anos 70. A gente conversava muito sobre as nossas afinidades. Coisas que a gente gostava na música brasileira. E decidiu retomar pra hoje uma música que a gente cantava", contou Mona, antes de apresentar uma bela versão de "Feira moderna", de Beto Guedes, com Edmundo Jr. brilhando no contrabaixo e Gabriel e Mimi nas guitarras, representantes de diferentes gerações, dividindo o palco.

"Tive também a alegria de fazer uma música em parceria com o Francisco Casaverde, gravada por mim no disco 'Cidade Blues Rock nas Ruas' e no DVD que gravamos na Caixa Cultural. E pelo Ednardo no DVD gravado no Dragão do Mar", apresentou, antes de cantar a belíssima "Acreditar", dividindo os vocais com Casaverde, antes de interpretarem o clássico "Frenesi", de Casaverde, Petrúcio Maia e Fausto Nilo. 

Francisco Casaverde ao piano, com Gabriel, Mona e Mimi: o clássico "Frenesi" e a autoral "Acreditar"


Momento de emoção maior, com muitos aplausos, em um show que representa um registro histórico e que bem poderia estar no Theatro José de Alencar ou no Cineteatro São Luiz, se houvesse um olhar mais apurado e sensível sobre nossa música, nossos músicos, nossa história. Tomara que aconteça, ao longo do ano e desta série de comemorações pelos 30 anos do disco. 

"Seu olhar", de Mona e Ricardo Augusto, lançada em setembro, "Mapa das ilusões" (parceria com Edmundo Jr.),  e "Desolé rock", abrindo um bloco rock ´n´roll, como Mona descreveu. Além de "Cinema noir", clássico do primeiro disco, com a cantora e compositora, que relembrou as alegrias com essa canção nas rádios de São Paulo e com clipe na MTV. "Meu amigo Jack, meu amigo Jack comprou um carro prateado...".

"No lançamento do disco, no Teatro do Ibeu, em 1996, com ingressos esgotados, o Bocato tocou trombone e fez os arranjos de metais. Estávamos no teatro, perto da hora do show, eu e o Francisco Casaverde. E os outros músicos não chegavam", recordou Mona, compartilhando mais uma história com o público. "Pensamos: se os músicos não chegarem, a gente faz o show só nos dois. Mas o Bocato chegou e disse: 'A gente foi fazer um passeio de saveiro, e o saveiro quebrou no meio do mar´". 

Ao fim do show, uma versão de "Cor de sonho" com Mona Gadelha convidando ao palco cantoras que estavam na plateia: Simone Sousa, professora do Curso de Música da Universidade Federal do Ceará, em Sobral; Alice David, que está finalizando seu primeiro disco após shows muito elogiados em 2025; e Raara Rodrigues, que vem realizando diversos shows em Fortaleza, com homenagens a Nana Caymmi, Billie Holiday e a compositores cearenses, no projeto "Elas, o Ceará e o Jazz". Com Casaverde de volta ao piano, um gran finale para um show que poderia ter tantas outras canções importantes na trajetória de Mona, como "Blues diário", "Fugitivo", "James Dean", "Crepúsculo de uma deusa"... E, de outros autores, "Saint- Denis Ceará", "Por tudo que for"... Tantas e tantas. Que venham ao longo do ano, nos próximos shows e ações. É só o começo" Viva Mona! Vivam os 30 anos do disco "Mona Gadelha"!










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